Paraná tem quase 500 mil pessoas desempregadas

Postado em: 18-08-2016

A taxa de desemprego no Paraná aumentou 2% em comparação entre o primeiro trimestre de 2015 e o primeiro trimestre deste ano. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que 8,2% dos paranaenses estavam desempregados em abril, maio e junho deste ano, contra 6,2% no mesmo período do ano passado. São aproximadamente, 486 mil pessoas desempregadas no estado. Desse total, 165 mil estão na região metropolitana de Curitiba – 109 mil apenas na capital.

Segundo o chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos, os números seguem uma tendência econômica nacional. “Desde o agravamento da crise, a taxa de pessoas desocupadas vem aumentando, a renda média também vem apresentando redução, que também é característica do período de crise. E isso foi registrado para o Paraná também”, explica.

De acordo com o chefe do IBGE, os setores que mais têm demitido trabalhadores são a construção civil e a indústria. “Esse setor da construção civil é sempre um setor aquecido, a indústria também. Agora, quando tem uma crise como essa que nós estamos atravessando, eles são os primeiros setores afetados”, explica.

Porém, os dados negativos não se restringem a estes dois setores. “Hoje, essa crise também chega no comércio, na prestação de serviços, porque é uma cadeira. Na medida em que a indústria tem uma desaceleração, essa desaceleração acaba afetando os demais setores da economia”, completa o especialista.

Santos afirma, ainda, que, tradicionalmente, o desemprego costuma diminuir no quarto trimestre – outubro, novembro e dezembro – por conta das contratações temporárias de fim de ano. Porém, segundo ele, essa tendência do mercado de trabalho só poderá ser confirmada nas próximas pesquisas, com comparações com dados anteriores.

Em todo o Brasil, o IBGE estima haver 11.586 mil desempregados, uma taxa de desocupação de 11,3% no segundo trimestre deste ano. Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desemprego no segundo trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rondônia (7,8%).

Já a taxa de ocupação, que mede a parcela da população com emprego em relação à população em idade de trabalhar, ficou em 54,6% em todo o Brasil. O Paraná tem o terceiro melhor índice de ocupação do país, com 59,2% de empregados, atrás apenas do Mato Grosso do Sul (61,1%) e Santa Catarina (59,4%). Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os níveis de ocupação mais baixos.