Sem Globo e com fuso trocado, seleção de Tite tem teste de popularidade

Postado em: 06-06-2017

Os amistosos da Seleção Brasileira contra Argentina e Austrália não serão transmitidos pela Globo. A CBF resolveu embarcar em uma nova experiência de exibição das partidas do Brasil, fornecendo ela mesma o sinal. Assim, os próximos dois jogos da equipe comandada por Tite serão transmitidos em vias diferentes. Na nova política, um espaço na grade da TV Brasil foi comprado, como revelou a “Folha de S. Paulo”, mas também haverá transmissão via CBF TV, na web, e pelo aplicativo da Vivo Mobile.

Na transmissão da CBF, feita da sede da entidade, no Rio, os comentários serão de Pelé e Denílson, com narração de Nivaldo Prieto, segundo o LANCE! apurou. As partidas serão nos dias 9 e 13 de junho, às 7h (de Brasília).

Houve negociações, como revelou a De Prima, com a emissora da família Roberto Marinho, mas o acordo não veio. Como a escalação dos profissionais para a transmissão já indica, há conversas também com a Band.

Nesta semana, alguns acordos ainda serão sacramentados para viabilizar a transmissão, entre eles com a própria TV Brasil.

Na versão que vem da CBF, houve uma tentativa de conseguir uma valorização com os jogos da Seleção, mas a proposta não foi proporcional às expectativas.

A emissora, por outro lado, acrescenta que houve uma mudança de planejamento em relação à negociação dos jogos do Brasil, já que a CBF decidiu negociar as partidas de forma individual e não mais em bloco. “A CBF tinha planos de negociar os direitos dos Amistosos e das Eliminatórias da Copa 2022 na forma de bid (leilão fechado). Recentemente decidiu vender os dois jogos amistosos de junho de forma avulsa e, embora não acreditemos que esta seja a melhor solução para todas as partes, tentamos negociar mas não chegamos num acordo”, pontuou a Globo em nota enviada ao LANCE!.

Ao assumir a responsabilidade da transmissão dos amistosos, como já tinha feito no jogo contra a Colômbia, em janeiro, a CBF também tenta assumir um protagonismo que pode proporcioná-la mais autonomia na venda de patrocínios para os jogos. E isso também abre um caminho para facilitar a venda dos direitos internacionais dos amistosos. É público o interesse de internacionalização não só da Seleção, mas também do Brasileirão.

Fonte: Lance