Suspeito de ser mentor de mega-assalto no Paraguai é natural de Campo Mourão

Postado em: 26-04-2017

As investigações realizadas por policiais do Brasil e Paraguai para desvendar os envolvidos no assalto milionário ocorrido na segunda-feira (24), em Ciudad del Este, na fronteira do Paraguai com o Brasil, apontam que um dos mentores da ação é Luciano Castro de Oliveira, o “Zequinha”, nascido em Campo Mourão.

Condenado a mais de 50 anos de prisão, ele está foragido da Justiça e é considerado o número um da lista dos criminosos mais procurados de São Paulo. Zequinha estaria ligado ao PCC – Primeiro Comando da Capital, que para a polícia foi quem planejou o assalto à empresa Prosegur, de onde foram levados US$ 40 milhões (R$ 120 milhões).

Pelo menos 30 criminosos usando armamentos de guerra participaram do ataque, considerado o maior da história do Paraguai. Um policial morreu no local ao tentar impedir o assalto. Na fuga, até uma viatura da polícia foi roubada pela quadrilha. As buscas tiveram continuidade durante toda a segunda-feira, quando ao menos oito pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no assalto.

Conforme balanço divulgado pela Polícia Federal do Paraná na manhã desta terça-feira, as detenções aconteceram na região de fronteira e contaram com participação das Polícias Rodoviária Federal, Militar, Civil e Guarda Municipal de Foz do Iguaçu.

Também já foram apreendidos sete veículos, dois barcos, seis fuzis, sendo um deles de calibre .050, capaz de derrubar um helicóptero e munições. Desde esta segunda-feira, um gabinete de crise formado por órgãos de segurança do Brasil e do Paraguai foi montado na sede da PF de Foz do Iguaçu.

Além das prisões, outros três homens da quadrilha morreram em troca de tiros com a polícia. Eles teriam cruzado a fronteira em direção ao Paraná e se dividido em vários grupos. Veículos foram roubados e propriedades rurais foram invadidas durante a fuga, causando medo nas pessoas.